domingo, 15 de novembro de 2009

Violência na escola, na vida, Violência nas mentes, corpos e corações II

Quando trabalhamos essa violência que nos habita e que mora em nós e que se expressa no cotidiano de cada um de nossas vidas em nossas relações, em nosso modo de ser, em nosso modo de não ser, de não dizer, de não se expressar, de muitas vezes deixar passar, de não se envolver. E aí nos vemos envolvidos, engolfados em um mar e morremos submergindo, sufocando, naufragando nas nãoexpressões que exprimimos. Esse é o caso das violências vividas por exemplo com a rede municipal de porto alegre. Uma rede forte, mas uma rede que, de um certo modo, está observando(!!!) os modos fascistas de desfazimento dos processos de autogestão das ações dessa mesma rede. E isso é inadmissível. É um dos maiores exercícios de violência. Com conivência de quem; nâo sei! Mas a violência ai está! O desvio dos recuros e da liberdade aí estão! A perda da liberdade e da cidadania ai estão! No que vão gerar? Os fascismos sempre operaram reacões de toda ordem!!! Esperemos que esses tb!!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Violência na escola, na vida, Violência nas mentes, corpos e corações

A violência está em nós! Está em nossas mentes, corações. Está no corpo e no corpo se exerce, habita-o e dele exala e transborda, seja para punir, julgar, administrar, excluir, rechaçar, sempre com intuito de melhor cuidar da sociedade, das pessoas, do meio, da moral, da estética.
Talvez o caso mais gritante que estejamos vivendo na carne seja o da estudante, mulher, não de classe socieconomicamente abastada, expulsa de uma universidade por usar uma indumentária(vestido curto!!!!) indevida e, ao que tudo indica e em torno dela se exercem todas essas avaliações e juízos. Inclusive, com a noção velha, "que a pessoa havia sido advertida". Quantos casos devem ter ocorrido e quantos passaram por essa advertência? Mesmo que isso houvesse ocorrido, e não deveria(!!!), não pode ter espaço numa sociedade que se diz democrática ou que constroi, com orgulho, a sua democracia. Isso é fascismo, nazismo mesmo!!!
A expulsão da aluna de Universidade paulista, em campi do interior evidencia, sim, um racismo de estado, como nos acudia Foucault. Martelando sob uma questão de gênero, quiça com outros ajuizamentos, que me assustam pensar em um caso concreto. Mas, o fato está na expulsão, na exclusão vitoriana, pseudo moral, de uma aluna, por motivos pífios, segundo declaração da instituição aos meios de comunicação. Urge não só um movimento; urgem ações que provoquem um BASTA!!! nessas discriminações, seja de gênero, de origem, não interessa. Uma Lei "Afonso Arinos" ou uma "Maria de Penha", adequada ao caso!!!O que pode e devem fazer órgãos, como o MEC, nesse caso? É um espaço educativo!
Chega de perseguições!!!Chega de fascismos! Esse fascismo que se institui em cada um de nós e faz criar essas situações-monstrengas, na falta de melhor descrição!!!
Marilú Medeiros

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A violência na escola, na sociedade, na vida, em-nós II

Vivemos intensos e sofridas experimentações que nos habitam, nos consomem, nos comem, nos matam e que estão presente tanto no uso das drogas, como no uso ou des(uso) de ações com relação a esses mesmos problemas. E isso vivemos na pele não mais nas periferias de nossas cidades. Elas estão em toda a cidade. Atacam e se colocam insidiosamente em todas as camadas sociais. No entanto, essa mesma violência é mais gritante nos grupamentos de classes desprovidos de condições materiais e socioeconômicas para fazer uso de sua potência e de seus direitos humanos e sociais. Nesses a violência simbólica é menor e o uso da violência física se faz mais presente, sob a égide de uma melhor justiça. Um tribunal. Tribunal não materializado em outras instâncias e camadas. Como dizem Nietzsche e Deleuze, " o homem só apela para o juízo, só é julgável e só julga quando sua existência está submetida a uma dívida infinita", daí o poder; daí o julgamento em termos de valores superiores; daí a violência. Os corpos estão assim marcados. É disso que falamos e é nisso que lutamos.
Não adianta partir para coibir a violência se não mudarmos a lógica que nos representa e nos guia; a paisagem que nos orienta, pois ela nos condena de antemão, assim como condena aqueles a quem estamos, supostamente, desejando, "salvar". Tal como um deserto, se deixar preencher, entender, ocupar com as forças e relações existentes.
Importa, então, "fazer existir", propor, jogar, jogar o jogo, entrar no combate com os combatentes, ouvir os combatentes como um modo de existência, sem julgamento, sem juízos superiores(!), como uma força vital, acreditando na potência e na força do outro, na força de si, dos que sofrem a violência na cotidianidade, trazendo o que nos convém e o que não nos convém, como forças, como combates, de bons combates a serem travados na busca das paixões alegres. Sabedores que há, no caminho paixões tristes as serem vencidas!!! Juntos! Sem julgamento! Com organização! Sem hierarquia!
Talvez esteja aí o segredo!