Vivemos intensos e sofridas experimentações que nos habitam, nos consomem, nos comem, nos matam e que estão presente tanto no uso das drogas, como no uso ou des(uso) de ações com relação a esses mesmos problemas. E isso vivemos na pele não mais nas periferias de nossas cidades. Elas estão em toda a cidade. Atacam e se colocam insidiosamente em todas as camadas sociais. No entanto, essa mesma violência é mais gritante nos grupamentos de classes desprovidos de condições materiais e socioeconômicas para fazer uso de sua potência e de seus direitos humanos e sociais. Nesses a violência simbólica é menor e o uso da violência física se faz mais presente, sob a égide de uma melhor justiça. Um tribunal. Tribunal não materializado em outras instâncias e camadas. Como dizem Nietzsche e Deleuze, " o homem só apela para o juízo, só é julgável e só julga quando sua existência está submetida a uma dívida infinita", daí o poder; daí o julgamento em termos de valores superiores; daí a violência. Os corpos estão assim marcados. É disso que falamos e é nisso que lutamos.
Não adianta partir para coibir a violência se não mudarmos a lógica que nos representa e nos guia; a paisagem que nos orienta, pois ela nos condena de antemão, assim como condena aqueles a quem estamos, supostamente, desejando, "salvar". Tal como um deserto, se deixar preencher, entender, ocupar com as forças e relações existentes.
Importa, então, "fazer existir", propor, jogar, jogar o jogo, entrar no combate com os combatentes, ouvir os combatentes como um modo de existência, sem julgamento, sem juízos superiores(!), como uma força vital, acreditando na potência e na força do outro, na força de si, dos que sofrem a violência na cotidianidade, trazendo o que nos convém e o que não nos convém, como forças, como combates, de bons combates a serem travados na busca das paixões alegres. Sabedores que há, no caminho paixões tristes as serem vencidas!!! Juntos! Sem julgamento! Com organização! Sem hierarquia!
Talvez esteja aí o segredo!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário