Reiteradamente e de modo iterativo a sociedade investe sobre um tema que a afeta. E nada disso é irreal, falso, superdimensionado, disciplinador ou controlador na perspectiva de quem os propõe ou imagina ser a melhor ação a ser empreendida. Isso ocorre, tualmente, em relação à violência nas escolas, com suas repercussões e modos de afetar, de fazer funcionar - ou não - a máquina de cada um e de todos. Isso já se constitui num "fazer funcionar", fazer acontecer, soltar o verbo, mesmo que não na direção que desejamos.
E é aí que reside uma das radicalidades que vem provocando a satisfação de alguns, a ira de outros, a indiferença de outros, a imersão intensa de muitos. E tenho uma reação irada, muitas vezes, não argumentando devidamente, pois nos vemos enroladas no mesmo novelo. O entendimento, o conceito dessa violência, por exemplo, é maior e, ao mesmo tempo, menor que a violência insidiosa presente nas escolas, na família e, mesmo, na sociedade. Ela está em-nós mesmos. É nesse poço que precisamos trabalhar, não do ponto de vista psicanalítico, mas da ordem de práticas, práticas imanentes à nossa vida, vida essa vivida na sua zonealidade, na sua regionalidade, mas de olho no mundo: um olho no umbigo e outro no céu e no mar, para bem além de si mesmo, de seu próprio intestino. Temos, então, a chance de poder imaginar e ver emergir , preventiva e criativamente, a potência de cada um e de todos. Sem culpados a julgar; sem julgamentos. Como diz uma ONG do Comitê da Solidariedade: "Levante-se e faça!!!"
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Ocupação da Cidade III Eu Quero Ver e Sentir o Guaíba!

Quando dizemos pensar, ver e sentir o Guaíba, estamos nos referindo à uma multiplicidade de sensações que passam por nós, que nos percorrem, nos habitam, desde que nos entendemos como parte dessa Cidade. Quando pensamos na Cidade, POA, o fazemos de um ponto de vista que se insere como um corpo, um só corpo e, como tal, não nos vemos separados . É nessa integração, como algo que está junto, não como uma massa que a tudo aceita, mas como um ente aberto à transformação, à transmutação, desde que essa mutação não nos separe de nós mesmos. Enfim, que nos permita chegarmos a ser o cada um é. No seu melhor de si. É isso que Porto Alegre almeja! Que os alegrenses desejam! E que se respeite as partes de si. O lago/rio é uma parte de si, uma parte dessa Cidade. Não nos isolemos dela, seja em nome de uma Copa, de um Progresso, de uma suposta benfeitoria social. Benefícios sociais e políticas públicas são sempre muito bem recebidas. Só não podem ser autocraticamente determinadas ou pseudodemocraticamente propostas. Há que explorar a real participação, não só a possível! Não só a desejada!
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