Um ano novo, novas experimentações dentro dos velhos modos de sentir. Isso pode desanimar! Entretanto, não nos faz fugir da raia, da luta por um mundo melhor possível, imerso no sentir junto àqueles que mais precisam, alimentado também por vozes, práticas, sentires de muitos que se manifestam e operam nessa direção mais inteira.
O especial de todas essas experimentações negativas, se assim podermos afiançar, e em cujas bordas desfiam "cuecas e meias como receptáculo de dinheiro público, recursos indevidamente cobrados e recebidos", é evidenciar, paradoxalmente, esse emprego desonesto, assim como o uso dessas e outras imagens públicas, muitas vezes, tb com interesse de buscar desacreditar no público, na coisa pública, criando uma espécie de anomia, aberta a tudo; nesse ponto, liberando o emprego de pessoas como melhor lhes vir à mente, em sua "sanha assassina!!!", Lida-se nessa ótica, ainda,com a velha dicotomia, uma banda podre e outra banda pura. Com isso, entre outras produções, cria-se a possibilidade de se fazer inoperante, descrente de tudo que vem de uma política, abrindo-se à manipulação, assim como tb permite criar espaços do que se chama "uma vida nua", dos sem direito, que aguardam dos demais a legalização e legitimação de seu viver ou não-viver; ainda, podem abrir possibilidades à criação, à capacidade de inventar, trazendo chances de viver outros tempos, ativos, operando com nosso sentir e fazer, com coragem, como diz Raul Seixas, de fazer se aquilo que se pensa se é o que se faz e no interesse de um coletivo livre.
Que 2010 nos traga novos ares e frescor,pois sem um pouco de ar, uma brisa, se sufoca...
domingo, 10 de janeiro de 2010
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Muito se discute acerca da ética, da cidadania...
Este é um dos muitos temas a problematizar: em que medida e como questões como ética, cidadania transformam-se em bordão, em consigna de muita gente, muito partido político quando, em verdade, mesmo sem ter noção que se está colocando à nossa frente e na frente de todos mais expressões e palavras vazias de sentido. No caso da ética, assim como da cidadania, podem ser mais um "chamariz", figuras de retórica, vazia na plenitude de ocupar espaços para que não percebamos o quanto de vazio ético, (sem moralismos e julgamentos transcendentais)é vivida a vida muitas vezes inumana de cada um. Assim, elegem-se palavras e expressões que, à primeira vista "enchem os olhos, embora não o estômago, mesmo do coração" quando fora dessas falas jogada ao vento, ausente da própria pessoa, as experimentações e ações voltam-se não à uma estética social da existência, não à inserção prática da vida na vida de um modo forte e assumindo o humano . Trabalham, em verdade, em prol de um "humano" para poucos e de uma gestação de ações inumanas para produzir os sem-direito, ou aqueles com direito a "ficar feliz pela gota de não-direito que recebe a cada dia!!!!"
domingo, 15 de novembro de 2009
Violência na escola, na vida, Violência nas mentes, corpos e corações II
Quando trabalhamos essa violência que nos habita e que mora em nós e que se expressa no cotidiano de cada um de nossas vidas em nossas relações, em nosso modo de ser, em nosso modo de não ser, de não dizer, de não se expressar, de muitas vezes deixar passar, de não se envolver. E aí nos vemos envolvidos, engolfados em um mar e morremos submergindo, sufocando, naufragando nas nãoexpressões que exprimimos. Esse é o caso das violências vividas por exemplo com a rede municipal de porto alegre. Uma rede forte, mas uma rede que, de um certo modo, está observando(!!!) os modos fascistas de desfazimento dos processos de autogestão das ações dessa mesma rede. E isso é inadmissível. É um dos maiores exercícios de violência. Com conivência de quem; nâo sei! Mas a violência ai está! O desvio dos recuros e da liberdade aí estão! A perda da liberdade e da cidadania ai estão! No que vão gerar? Os fascismos sempre operaram reacões de toda ordem!!! Esperemos que esses tb!!!!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Violência na escola, na vida, Violência nas mentes, corpos e corações
A violência está em nós! Está em nossas mentes, corações. Está no corpo e no corpo se exerce, habita-o e dele exala e transborda, seja para punir, julgar, administrar, excluir, rechaçar, sempre com intuito de melhor cuidar da sociedade, das pessoas, do meio, da moral, da estética.
Talvez o caso mais gritante que estejamos vivendo na carne seja o da estudante, mulher, não de classe socieconomicamente abastada, expulsa de uma universidade por usar uma indumentária(vestido curto!!!!) indevida e, ao que tudo indica e em torno dela se exercem todas essas avaliações e juízos. Inclusive, com a noção velha, "que a pessoa havia sido advertida". Quantos casos devem ter ocorrido e quantos passaram por essa advertência? Mesmo que isso houvesse ocorrido, e não deveria(!!!), não pode ter espaço numa sociedade que se diz democrática ou que constroi, com orgulho, a sua democracia. Isso é fascismo, nazismo mesmo!!!
A expulsão da aluna de Universidade paulista, em campi do interior evidencia, sim, um racismo de estado, como nos acudia Foucault. Martelando sob uma questão de gênero, quiça com outros ajuizamentos, que me assustam pensar em um caso concreto. Mas, o fato está na expulsão, na exclusão vitoriana, pseudo moral, de uma aluna, por motivos pífios, segundo declaração da instituição aos meios de comunicação. Urge não só um movimento; urgem ações que provoquem um BASTA!!! nessas discriminações, seja de gênero, de origem, não interessa. Uma Lei "Afonso Arinos" ou uma "Maria de Penha", adequada ao caso!!!O que pode e devem fazer órgãos, como o MEC, nesse caso? É um espaço educativo!
Chega de perseguições!!!Chega de fascismos! Esse fascismo que se institui em cada um de nós e faz criar essas situações-monstrengas, na falta de melhor descrição!!!
Marilú Medeiros
Talvez o caso mais gritante que estejamos vivendo na carne seja o da estudante, mulher, não de classe socieconomicamente abastada, expulsa de uma universidade por usar uma indumentária(vestido curto!!!!) indevida e, ao que tudo indica e em torno dela se exercem todas essas avaliações e juízos. Inclusive, com a noção velha, "que a pessoa havia sido advertida". Quantos casos devem ter ocorrido e quantos passaram por essa advertência? Mesmo que isso houvesse ocorrido, e não deveria(!!!), não pode ter espaço numa sociedade que se diz democrática ou que constroi, com orgulho, a sua democracia. Isso é fascismo, nazismo mesmo!!!
A expulsão da aluna de Universidade paulista, em campi do interior evidencia, sim, um racismo de estado, como nos acudia Foucault. Martelando sob uma questão de gênero, quiça com outros ajuizamentos, que me assustam pensar em um caso concreto. Mas, o fato está na expulsão, na exclusão vitoriana, pseudo moral, de uma aluna, por motivos pífios, segundo declaração da instituição aos meios de comunicação. Urge não só um movimento; urgem ações que provoquem um BASTA!!! nessas discriminações, seja de gênero, de origem, não interessa. Uma Lei "Afonso Arinos" ou uma "Maria de Penha", adequada ao caso!!!O que pode e devem fazer órgãos, como o MEC, nesse caso? É um espaço educativo!
Chega de perseguições!!!Chega de fascismos! Esse fascismo que se institui em cada um de nós e faz criar essas situações-monstrengas, na falta de melhor descrição!!!
Marilú Medeiros
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
A violência na escola, na sociedade, na vida, em-nós II
Vivemos intensos e sofridas experimentações que nos habitam, nos consomem, nos comem, nos matam e que estão presente tanto no uso das drogas, como no uso ou des(uso) de ações com relação a esses mesmos problemas. E isso vivemos na pele não mais nas periferias de nossas cidades. Elas estão em toda a cidade. Atacam e se colocam insidiosamente em todas as camadas sociais. No entanto, essa mesma violência é mais gritante nos grupamentos de classes desprovidos de condições materiais e socioeconômicas para fazer uso de sua potência e de seus direitos humanos e sociais. Nesses a violência simbólica é menor e o uso da violência física se faz mais presente, sob a égide de uma melhor justiça. Um tribunal. Tribunal não materializado em outras instâncias e camadas. Como dizem Nietzsche e Deleuze, " o homem só apela para o juízo, só é julgável e só julga quando sua existência está submetida a uma dívida infinita", daí o poder; daí o julgamento em termos de valores superiores; daí a violência. Os corpos estão assim marcados. É disso que falamos e é nisso que lutamos.
Não adianta partir para coibir a violência se não mudarmos a lógica que nos representa e nos guia; a paisagem que nos orienta, pois ela nos condena de antemão, assim como condena aqueles a quem estamos, supostamente, desejando, "salvar". Tal como um deserto, se deixar preencher, entender, ocupar com as forças e relações existentes.
Importa, então, "fazer existir", propor, jogar, jogar o jogo, entrar no combate com os combatentes, ouvir os combatentes como um modo de existência, sem julgamento, sem juízos superiores(!), como uma força vital, acreditando na potência e na força do outro, na força de si, dos que sofrem a violência na cotidianidade, trazendo o que nos convém e o que não nos convém, como forças, como combates, de bons combates a serem travados na busca das paixões alegres. Sabedores que há, no caminho paixões tristes as serem vencidas!!! Juntos! Sem julgamento! Com organização! Sem hierarquia!
Talvez esteja aí o segredo!
Não adianta partir para coibir a violência se não mudarmos a lógica que nos representa e nos guia; a paisagem que nos orienta, pois ela nos condena de antemão, assim como condena aqueles a quem estamos, supostamente, desejando, "salvar". Tal como um deserto, se deixar preencher, entender, ocupar com as forças e relações existentes.
Importa, então, "fazer existir", propor, jogar, jogar o jogo, entrar no combate com os combatentes, ouvir os combatentes como um modo de existência, sem julgamento, sem juízos superiores(!), como uma força vital, acreditando na potência e na força do outro, na força de si, dos que sofrem a violência na cotidianidade, trazendo o que nos convém e o que não nos convém, como forças, como combates, de bons combates a serem travados na busca das paixões alegres. Sabedores que há, no caminho paixões tristes as serem vencidas!!! Juntos! Sem julgamento! Com organização! Sem hierarquia!
Talvez esteja aí o segredo!
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A violência na escola, na sociedade, na vida, em-nós
Reiteradamente e de modo iterativo a sociedade investe sobre um tema que a afeta. E nada disso é irreal, falso, superdimensionado, disciplinador ou controlador na perspectiva de quem os propõe ou imagina ser a melhor ação a ser empreendida. Isso ocorre, tualmente, em relação à violência nas escolas, com suas repercussões e modos de afetar, de fazer funcionar - ou não - a máquina de cada um e de todos. Isso já se constitui num "fazer funcionar", fazer acontecer, soltar o verbo, mesmo que não na direção que desejamos.
E é aí que reside uma das radicalidades que vem provocando a satisfação de alguns, a ira de outros, a indiferença de outros, a imersão intensa de muitos. E tenho uma reação irada, muitas vezes, não argumentando devidamente, pois nos vemos enroladas no mesmo novelo. O entendimento, o conceito dessa violência, por exemplo, é maior e, ao mesmo tempo, menor que a violência insidiosa presente nas escolas, na família e, mesmo, na sociedade. Ela está em-nós mesmos. É nesse poço que precisamos trabalhar, não do ponto de vista psicanalítico, mas da ordem de práticas, práticas imanentes à nossa vida, vida essa vivida na sua zonealidade, na sua regionalidade, mas de olho no mundo: um olho no umbigo e outro no céu e no mar, para bem além de si mesmo, de seu próprio intestino. Temos, então, a chance de poder imaginar e ver emergir , preventiva e criativamente, a potência de cada um e de todos. Sem culpados a julgar; sem julgamentos. Como diz uma ONG do Comitê da Solidariedade: "Levante-se e faça!!!"
E é aí que reside uma das radicalidades que vem provocando a satisfação de alguns, a ira de outros, a indiferença de outros, a imersão intensa de muitos. E tenho uma reação irada, muitas vezes, não argumentando devidamente, pois nos vemos enroladas no mesmo novelo. O entendimento, o conceito dessa violência, por exemplo, é maior e, ao mesmo tempo, menor que a violência insidiosa presente nas escolas, na família e, mesmo, na sociedade. Ela está em-nós mesmos. É nesse poço que precisamos trabalhar, não do ponto de vista psicanalítico, mas da ordem de práticas, práticas imanentes à nossa vida, vida essa vivida na sua zonealidade, na sua regionalidade, mas de olho no mundo: um olho no umbigo e outro no céu e no mar, para bem além de si mesmo, de seu próprio intestino. Temos, então, a chance de poder imaginar e ver emergir , preventiva e criativamente, a potência de cada um e de todos. Sem culpados a julgar; sem julgamentos. Como diz uma ONG do Comitê da Solidariedade: "Levante-se e faça!!!"
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Ocupação da Cidade III Eu Quero Ver e Sentir o Guaíba!

Quando dizemos pensar, ver e sentir o Guaíba, estamos nos referindo à uma multiplicidade de sensações que passam por nós, que nos percorrem, nos habitam, desde que nos entendemos como parte dessa Cidade. Quando pensamos na Cidade, POA, o fazemos de um ponto de vista que se insere como um corpo, um só corpo e, como tal, não nos vemos separados . É nessa integração, como algo que está junto, não como uma massa que a tudo aceita, mas como um ente aberto à transformação, à transmutação, desde que essa mutação não nos separe de nós mesmos. Enfim, que nos permita chegarmos a ser o cada um é. No seu melhor de si. É isso que Porto Alegre almeja! Que os alegrenses desejam! E que se respeite as partes de si. O lago/rio é uma parte de si, uma parte dessa Cidade. Não nos isolemos dela, seja em nome de uma Copa, de um Progresso, de uma suposta benfeitoria social. Benefícios sociais e políticas públicas são sempre muito bem recebidas. Só não podem ser autocraticamente determinadas ou pseudodemocraticamente propostas. Há que explorar a real participação, não só a possível! Não só a desejada!
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