Reiteradamente e de modo iterativo a sociedade investe sobre um tema que a afeta. E nada disso é irreal, falso, superdimensionado, disciplinador ou controlador na perspectiva de quem os propõe ou imagina ser a melhor ação a ser empreendida. Isso ocorre, tualmente, em relação à violência nas escolas, com suas repercussões e modos de afetar, de fazer funcionar - ou não - a máquina de cada um e de todos. Isso já se constitui num "fazer funcionar", fazer acontecer, soltar o verbo, mesmo que não na direção que desejamos.
E é aí que reside uma das radicalidades que vem provocando a satisfação de alguns, a ira de outros, a indiferença de outros, a imersão intensa de muitos. E tenho uma reação irada, muitas vezes, não argumentando devidamente, pois nos vemos enroladas no mesmo novelo. O entendimento, o conceito dessa violência, por exemplo, é maior e, ao mesmo tempo, menor que a violência insidiosa presente nas escolas, na família e, mesmo, na sociedade. Ela está em-nós mesmos. É nesse poço que precisamos trabalhar, não do ponto de vista psicanalítico, mas da ordem de práticas, práticas imanentes à nossa vida, vida essa vivida na sua zonealidade, na sua regionalidade, mas de olho no mundo: um olho no umbigo e outro no céu e no mar, para bem além de si mesmo, de seu próprio intestino. Temos, então, a chance de poder imaginar e ver emergir , preventiva e criativamente, a potência de cada um e de todos. Sem culpados a julgar; sem julgamentos. Como diz uma ONG do Comitê da Solidariedade: "Levante-se e faça!!!"
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário