
Quando dizemos pensar, ver e sentir o Guaíba, estamos nos referindo à uma multiplicidade de sensações que passam por nós, que nos percorrem, nos habitam, desde que nos entendemos como parte dessa Cidade. Quando pensamos na Cidade, POA, o fazemos de um ponto de vista que se insere como um corpo, um só corpo e, como tal, não nos vemos separados . É nessa integração, como algo que está junto, não como uma massa que a tudo aceita, mas como um ente aberto à transformação, à transmutação, desde que essa mutação não nos separe de nós mesmos. Enfim, que nos permita chegarmos a ser o cada um é. No seu melhor de si. É isso que Porto Alegre almeja! Que os alegrenses desejam! E que se respeite as partes de si. O lago/rio é uma parte de si, uma parte dessa Cidade. Não nos isolemos dela, seja em nome de uma Copa, de um Progresso, de uma suposta benfeitoria social. Benefícios sociais e políticas públicas são sempre muito bem recebidas. Só não podem ser autocraticamente determinadas ou pseudodemocraticamente propostas. Há que explorar a real participação, não só a possível! Não só a desejada!
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