Autores que muito tem nos provocado no campo da ecologia, da promoção do ambiente, do desenvolvimento humano de um ponto de vista pouco convencional tem sido Félix Guattari e Gilles Deleuze. Sem desejar tratar de teoria, mas lembrando somente deles, ao ser incomodada por essas questões ambientais que vem perturbar o modo como a cidade vai passar a se relacionar com o Guaíba é que seus nomes vem à tona. Guattari e Deleuze vem trazer a idéia tanto de uma ecologia que se atravessa entre todas as ações do homem, não estando somente centrada no ambiente da flora, fauna, ou físico exclusivamente. Essa, uma visão empobrecida de ambiente. Ambiente tb é o modo como desejam nos colocar de costas para o que há de mais bonito nesta Cidade, quando o discurso se apresenta em voltar-se para esse Guaíba. Quem realmente se volta para o Guaíba? Como? Olhar através dos espigões de concretos? Como? Quem terá acesso? Como se terá acesso? Quando se terá acesso? Nos fins de semana, de passe livre????
Por outro lado, se tem consciência, como se a consciência resolvesse algo(!!!)do ponto de vista teórico e prático, além de moral e ético, que esta atitude é corajosa, pois enfrenta um questionamento que merece ser feito à Cidade e incluido em seu Plano Diretor. O que a Cidade deseja de sua Orla? O que prevê para seu Guaíba, seja o mesmo um rio, um lago. Para alguns, um idílico e, talvez viável, Porto Madero; para outros, um rentável porto; para outros, um bucólico espaço de ir e vir, nada mais; e, ainda, para alguns, um deixa estar para ver como fica. Alguns se dispuseram a olhar e pensar. É louvável! Não o é, entretanto, a tomada de decisão, sem a participação qualificada e substantiva. É isso que me afeta e me faz voltar a dizer: EU QUERO PODER VER E SENTIR O GUAÍBA!
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