sábado, 26 de setembro de 2009

Limites e Fronteiras II

Desdobramentos do cenário entre a professora e o aluno que extravasam os limites das ações e ponderações entre esses atores. Multiplicam-se e espalham-se pela sociedade como regimes de verdade acerca da moralidade e da ética. Nesse marco, foram encenadas diferentes pactuações e enfrentamentos, alguns deles dirigindo-se para um lado, o do professor, como categoria, ou do aluno, aqui independente do gênero; outras, ainda, formando um entre-meio, um intermezzo entre os dois. E, realmente, não houve e houve exageros, assim como desvios em todos os lados. Entretanto, se poderia dizer, buscando julgar, como o fizeram a equipe supra Secretaria de Estado, que de menor infração, pois sem intenção, foi o do professor. Isso no campo da comunidade moral, do desenvolvimento da moralidade, prenúncio do desenvolvimento de princípios éticos. Ocorre que esse mesmo grupo, reunido optou por punir o aluno.

Ai, de novo, vem a marca da sociedade disciplinar. Pesa sempre sobre o mais fraco! Daí as pichações e outras manifestações em conflito com a ordem dada e imposta. Por que não propor algo aos dois? Por que somente a um? Porque não tratar igual , propiciando atenção diferenciada aos diferentes de modo diferenciado?

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