terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ocupação da Cidade I O Cais, EU QUERO VER O GUAÍBA

Porto Alegre se prepara para receber uma Copa do Mundo em 2014. Como tal, a Cidade sente-se comprometida, feliz, alegre, e, inclusive, orgulhosa por ter sido uma das urbes selecionadas para sediar evento desse porte, que receberá milhares de pessoas e necessitará de uma infra-estrutura também de porte, além de um desenvolvimento de base que lhe dê sustentação. E é exatamente pensando nesse colchão de ar que representa o que há de passado, como potência, de presente e de condicões, espremido nas teias, arames, telas, redes, plumas e fios que compõem a urdidura desse chão é que nos propomos a desenhar e escrever esse futuro. Nesse futuro inscreve-se um presente que nos olha, do Cais da Mauá, e se entristece, com esse Muro, nada a ver, ou pouco a ver com a POA de hoje, mas que nos interroga se, ao retirá-lo, vamos estender muros de 30 a 100 metros de volumetria, ou que nome estilístico venha a ter, para ver o quê? Seja para o uso que for!
Se está previsto que a revitalização tenha um sentido cultural e de lazer, além do econômico e turístico, é correto questionar se é o que os cidadãos da Cidades e aos jovens e crianças da mesma merecem ver como imagem da cidade? Um paredão de edifícios, tão ao mais inóspitos que o atual Muro? Para a Cidade, enquanto política pública, de amplo uso coletivo, salvo melhor juízo, tenho sérias, sérias dúvidas de que possam vir a se converter! Como professora, estou aberta ao diálogo, assim como, creio, nossos alunos e pais, se convidados!

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