sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Limites e fronteiras

Modo de viver e entender acerca de reclamação de pais, por ocorrência de destrato entre professora e aluno que, após um movimento coletivo de limpeza e pintura de uma escola, "pichou" parede da mesma, tendo a referida professora feito referências ofensivas ao aluno. Há em tudo isso pontos de vista e perspectivas que devem ser ouvidas: há um lado adolescente há ser respeitado, mas há também, um viés adolescente que, ao mesmo tempo em que grita por liberdade, clama por limites; limites que lhe sejam mostrados, experimentados com respeito, com inteligência, com maturidade, com igualdade, com respeito à regras, com construção de regras, base de uma sociedade democrática e de uma comunidade moral e ética. Não uma comunidade moralista! Há um lado professor, tb nesse adolescente, que deseja ditar regras, novas regras, transpor limites, quebrar fronteiras. Ai o papel do professor. Caminhar com ele por essas e outras veredas, sabendo que há um fio de navalha entre a liberação extrema, o laissez-faire; o impedimento absoluto, o nada pode, que se esconde ou num falso moralismo, ou num suposto neoliberalismo ou, ainda, numa (falsa!)liberdade totalmente vigiada (a nossa famosa sociedade de controle ou sociedade disciplinar). Nada disso desejamos.
Não conheço a professora! Não ouvi o documento a que se refere o impresso, que, este, li, sim! Mas, do que li, posso deduzir, salvo melhor juízo, que a referida professora, - e não estou aqui fazendo jogo de corporação, pois quem me conhece sabe que não faço essa cena, - buscou desenvolver um exercício de limites e fronteiras. Nada mais que um exercício amoroso - mesmo que com excessos em ambos os lados - até de desenvolvimento moral, de onde podemos pichar, no caso, grafitar ou não e, aí, sim fazer arte e não ofender ao patrimônio, à lei, à ética, a si mesmo e ao outro.

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